segunda-feira, 31 de março de 2008

Produção de biocombustível pode ocasionar aumento no desmatamento da Amazônia

RNA - Rede de Notícias da Amazônia
Veículo de destino: Amazonas em Tempo
N. de laudas: 3
Editora Caderno: Economia

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Por Roberta Gonçalves


Um relatório divulgado pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económicos (OCDE) e Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), em 4 de julho do ano passado, apontou uma alta nos preços de alguns produtos, em especial, dos cereais. Além disso o estudo mostra que, matérias-primas utilizadas na produção de biocombustível, poderão ocasionar o aumento do desmatamento e do índice de CO2 lançados na atmosfrera, influenciando diretamente no aquecimento global. A Amazônia será uma das regiões afetadas diretamente pelo desmatamento, haja vista que é uma das exportadoreas de matéria prima para todo o planeta.

Na União Européia (UE), a quantidade de oleaginosas usadas para biodiesel deve passar de 10 milhões de toneladas para 21 milhões dentro de 10 anos. Nos EUA, o etanol, feito a partir do milho vai duplicar até 2016, enquanto no Brasil, os 21 mil milhões de litros hoje produzidos saltarão para 44 mil milhões.

A alta nos produtos, principalmente nos agrícolas, deve durar, pelo menos, até a próxima década, uma vez que algumas mudanças estruturais ainda deverão ocorrer. A redução dos excedentes e um declínio dos subsídios à exportação contribuem para estas alteração, assim como a crescente utilização de cereais, açúcar, oleaginosas e óleos vegetais para produzir substitutos para os combustíveis fósseis, isto é, etanol e biodiesel., conforme informa o relatório. Os fatores afetarão ainda, a alimentação animal, refletindo nos custos finais.

Contudo, na maior parte dos países temperados, a produção de etanol e biodiesel não é viável economicamente sem apoios públicos, o que levanta a hipótese de que as decisões políticas tomadas no curto prazo poderão modificar a descrição do estudo.

Considerando que o cultivo de matéria prima para a produção de biocombustível, ocasionaria um aumento no efeito estufa, o desmatamento também deve aumentar com a utilização do novo combustível. A teoria é do pesquisador da Nature Conservancy, Joe Fargione, autor de um estudo sobre o tema.

Conforme dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), foram desmatados cerca de 7.mil quilômetros quadrados da Floresta Amazônica nos últimos cinco meses de 2007, e um dos fatores que contribuíram foi o cultivo de soja, além da demanda de etanol de milho nos Estados Unidos e o atendimento da demanda mundial que consome a produção brasileira de grãos. "Todos os biocombustíveis que utilizamos atualmente promovem uma destruição da natureza, direta ou indiretamente", afirmou Fargione.

O carbono retido nas árvores e plantas derrubadas assim como o solo onde estavam estes vegetais, é lançado à atmosfera em forma de CO2 em um processo pode demorar muitas décadas, talvez séculos, segundo eles. Na Indonésia, onde as turfeiras foram derrubadas para cultivar palmeiras de óleo a fim de produzir biodiesel, seriam necessários 423 anos antes que este biocombustível tivesse uma contribuição positiva na redução das emissões de CO2. Os autores do estudo ressaltam, no entanto, que alguns biocombustíveis não contribuem ao aquecimento global porque deixam intacto o meio ambiente.


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Matemática do Biocombustível

Um relatório da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômicos (OCDE) e da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), divulgado em 4 de Julho de 2007, aponta uma alta de preços para alguns produtos, em especial, os cereais. Alguns fatores que contribuirão para o acréscimo, são: a procura chinesa e à reforma da Política Agrícola Comum da União Europeia (PAC).

A longo prazo, as mudanças estruturais vão manter os preços altos para muitos produtos agrícolas na próxima década, de acordo com o relatório. A redução dos excedentes e um declínio dos subsídios à exportação contribuem para estas alteração, além da crescente utilização de cereais, açúcar, oleaginosas e óleos vegetais para produzir substitutos para os combustíveis fósseis, isto é, etanol e biodiesel, ocasionando o aumento dos preços das culturas, afetando ainda, a alimentação animal e refletindo nos custos finais.

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Convocação

Vimos por meio desta, convidar este veículo de comunicação para a apresentação do relatório elaborado no decorrer do ano, sobre as perspectivas da agricultura mundial na próxima década. O relatório será apresentado pelo diretor da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económicos e a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação, Roberto Farias, que apresentará a imprensa local questões como o aquecimento global e o Biodiesel. O evento será realizado no auditório da Prefeitura de Manaus, às 9h do dia 4 de Julho de 2007.

Evento: Apresentação do Relatório
dia: 4 de Julho
hora: 9 h
local: Auditório da Prefeitura de Manaus, av. Brasil, n 162, Compensa I

Contato para confirmação: 565435-3726327



Roberta Teixeira Gonçalves
Assessora de Imprensa

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